quarta-feira, 25 de junho de 2008

Pra ficar bonito



"Amar é um elo

entre o azul

e o amarelo"





Leminski






desenho: Diego

ao pé do ouvido: Polytrick - Akufen

segunda-feira, 23 de junho de 2008

biscoito da sorte

Mantenha a mente criativa, original e alerta.
56 07 59 24 33 47

segunda-feira, 16 de junho de 2008

“Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo. Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar. Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece. Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru. Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o negro sobre o branco e os pontos sobre os “is” em detrimento de um redemoinho de emoções justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos. Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida fugir dos conselhos sensatos. Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante. Morre lentamente, quem abandona um projeto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe. Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior que o simples fato de respirar. Somente a perseverança fará com que conquistemos um estágio esplêndido de felicidade.”






Neruda

Zaluzejo


" Mas quando alguém te disser ta errado ou errada
Que não vai S na cebola e não vai S em feliz
Que o X pode ter som de Z e o CH pode ter som de X
Acredito que errado é aquele que fala correto e não vive o que diz"

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Salve Jorge

Mais uma vez me deparo com o Santo Jorge, figura constante nos pensamentos soltos, figura essa admirada por muitos, adotado por milhares como São Salvador. Particularmente adotei-o como cotejo, não como santo mas como homem de carne e osso fiel ao seus ideais. Por isso abro aspas para o texto de um amigo super talentoso (entre outros adjetivos), Vitor Pimentel.

“A possibilidade de escolher um Santo é uma das poucas práticas democráticas da Igreja Católica.

Não sou católico, sequer batizado – há quem diga que, por causa disso, eu tenho bilhete garantido e expresso para o inferno; eu prefiro crer que os critérios da “salvação” são outros -, mas a imagem de São Jorge sempre me arrebatou.

Nem tanto pela imponência de sua lança, cavalo ou armadura. Simplesmente porque seu olhar me dá segurança. E como se estivesse sob vigia - e vigilia – de um Ser em que é possível confiar; de olhos fechados; peito aberto e com as guardas abaixadas.

Eis a natureza da minha fé!

As vezes penso em São Jorge sem dragão, sem Lua, sem santidade. Um comum, um ordinário; um Jorge qualquer como eu e como você, mas com o poder de, como roga sua oração, manter afastados os inimigos, de assegurar minha liberdade, sem correntes ou grilhões, sejam eles(as) de que tamanho, material ou natureza forem.

Assim creio no meu santo”


ao pé do ouvido: Prévia do amanhã - Fluxo

foto: Gabriella Cavalcante



quarta-feira, 11 de junho de 2008

As vezes são borboletas

É assim quando aparece, inigualável. Inefável na maioria das ocasiões. Já li inúmeras explicações a respeito, balela. A quem sinta quando se está apaixonado, ansioso, ou até , mesmo com medo. Tentar explicar é fútil, frívolo, vão. Borboletas no estômago, expressão inexata para sentimentos únicos, particulares.

Os olhos também brilham segundo especialistas amorosos, tolice. A cada dia que passa o mercado do amor cresce com uma avidez espetacular, acabam esquecendo (levando em conta) que somos movidos por sentimentos, até os mais brutos rendem-se aos encantos do coração, bobagem.

Retire da gaveta seu mais belo poema, compre uma dúzia de flores, dizer que ama também faz parte de cerimônia, apaixone-se mais uma vez. Corra riscos, não medir esforços é uma boa saída, permita-se, a final de contas está dentro de você.

As borboletas.


domingo, 8 de junho de 2008

.: tolice #6 :.

FOBOFOBIA

tenho medo
de bobeiras
boatos asneiras
bandeiras contatos
cadeiras

tenho medo
de barreiras

tenho medo
de ingratos
frieiras gaiatos
retratos ladeiras

tenho medo
de relatos

tenho medo
de sapatos
rasteiras besteiras
sensatos
tenho medo
de eiras e atos

tenho medo
dos medos que tenho



Tiago Mesquita