
Aconteceu num piscar de olhos, tava lá seco e simples, sem nenhum adereço, nenhum algo mais, tão simples que invocou toda a atenção desnecessária. Simples, fácil e rápido, capaz de deixar dúvida no mais otimista, desespero naquele que não quer encontrar com a verdade.
Verdade, essa ou outra que sempre aparece, retarda o sentimento o desejo, arrebata no primeiro ato, primeiro segundo, esgota-se ao fim de tudo. Não tem fim. A cada vírgula, ponto, exclame todo o instante era primordial, caminhava sobre ovos, todo cuidado era pouco. Consegui! Não é problema meu, abaixo a cabeça, respiro fundo. Continuo. Quero parar por aqui, já é o bastante, tenho a certeza em cada minuto que passa.Não quero ouvir toda a historia mais uma vez, fazer perguntas onde eu sei cada letra da resposta.Não ha adversidade que mude o rumo da historia, todo o argumento preservado, sem retoques, original.Estou prestes a tirar a minha roupa, entregar o figurino, matar o personagem.
Quero tornar real, expulsar, ser de alguém. Falsos como eu, o que me tornam ainda mais falso, não suporto mais a cruz que carrego. Está perto do fim, não tem fim.
Quero tornar real, expulsar, ser de alguém. Falsos como eu, o que me tornam ainda mais falso, não suporto mais a cruz que carrego. Está perto do fim, não tem fim.

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