domingo, 8 de junho de 2008

De volta pra casa

Tento não ser pragmático, mas o diagnostico é simples, sintoma impar – saudade. Costumam prescrever livros de auto-ajuda, chá de esquecimento, bolo de nova vida, feijão com novos ares, mas não há provérbio chinês que controle a enfermidade. Buscando outros métodos encontramos o ocupe seu tempo com coisas úteis, procure fazer novas amizades. Paliativos são infinitos, inúteis.

Encontro nas ruas nomes estranhos, endereços e rostos que nunca vi, palavras incompreendidas, sotaque carregado, avenidas que não levam a lugar nenhum.

Procuro identificar em cada olhar, sorriso, ou gesto, alguém mais próximo do que eu quero, do que eu preciso do que eu busco, nenhum resultado, em vão.

Encontrei uma bula, estava escrito: Calce seu chinelo e volte para casa; ouça sua mãe pedindo pra tomar cuidado; escute seu pai reclamando da hora que chegou em casa; jogos de futebol sempre aos domingos; ame seus amigos. Tome isso intensamente, 24 horas por dia, 7 dias na semana, não há contra indicação, não necessita prescrição médica.


2 comentários:

Marina Campos disse...

volta meu amorzinhu♥

M.camposza

Kaline Origami disse...

Rafa, estou surpresa com a sua intimidade com as palavras!!!
Estou muito orgulhosa de vc...
Mas, venha simbora!