Mais uma vez me deparo com o Santo Jorge, figura constante nos pensamentos soltos, figura essa admirada por muitos, adotado por milhares como São Salvador. Particularmente adotei-o como cotejo, não como santo mas como homem de carne e osso fiel ao seus ideais. Por isso abro aspas para o texto de um amigo super talentoso (entre outros adjetivos), Vitor Pimentel.“A possibilidade de escolher um Santo é uma das poucas práticas democráticas da Igreja Católica.
Não sou católico, sequer batizado – há quem diga que, por causa disso, eu tenho bilhete garantido e expresso para o inferno; eu prefiro crer que os critérios da “salvação” são outros -, mas a imagem de São Jorge sempre me arrebatou.
Nem tanto pela imponência de sua lança, cavalo ou armadura. Simplesmente porque seu olhar me dá segurança. E como se estivesse sob vigia - e vigilia – de um Ser em que é possível confiar; de olhos fechados; peito aberto e com as guardas abaixadas.
Eis a natureza da minha fé!
As vezes penso em São Jorge sem dragão, sem Lua, sem santidade. Um comum, um ordinário; um Jorge qualquer como eu e como você, mas com o poder de, como roga sua oração, manter afastados os inimigos, de assegurar minha liberdade, sem correntes ou grilhões, sejam eles(as) de que tamanho, material ou natureza forem.
Assim creio no meu santo”
ao pé do ouvido: Prévia do amanhã - Fluxo
foto: Gabriella Cavalcante

Um comentário:
Que lisonja!!!
É muito prazeroso poder compartilhar e partilhar minhas impressões sobre as coisas (e os santos). Essa comunhão é a essência do meu texto; sua concretização, a essência de minha alegria como escritor.
Obrigado
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